Tuesday, July 04, 2006

Transformações - Parte 2


Piktor viu pousado um pássaro, viu-o na relva pousado, cintilando de cores, o belo pássaro parecia possuir todas as cores. E perguntou ao lindo pássaro colorido:

- Oh pássaro!, onde está a felicidade?

- A felicidade? - disse o belo pássaro, rindo com seu bico dourado. - Oh, amigo, a felicidade está por toda a parte, na montanha e no vale, na flor e no cristal.

Com essas palavras, o alegre pássaro agitou sua plumagem, moveu o pescoço, balançou a cauda, piscou os olhos riu mais uma vez, depois ficou pousado imóvel, pousado quieto na relva e vejam: o pássaro agora, se transformara em uma flor colorida, as plumagens eram folhas, as garras, raízes. No brilho da cor, no meio da dança, ele se fizera flor. Piktor o viu, espantado.

Logo depois a flor-pássaro moveu suas folhas e estames, cansou-se outra vez de ser flor, já não tinha mais raízes, moveu-se com leveza, alcançou-se lentamente no ar, e tornou-se uma borboleta luzente, que se movimentava flutuando, sem peso, toda luz, toda um rosto iluminado. Piktor arregalava os olhos.

Mas a nova borboleta, a alegre e colorida borboleta-flor-pássaro, o claro rosto colorido, voou em círculos em torno do espantado Piktor, cintilou ao sol, baixou suavemente sobre a terra, como um floco de neve, pousou junto aos pés de Piktor, respirou docemente, tremeu um pouco as asas cintilantes, e logo se transformou em um cristal colorido, ce cujas extremidades se irradia uma luz vermelha. A gema rubra brilhava maravilhosamente na relva entre folhagens verdes, clara como sino de festa. Mas sua Pátria, o interior da Terra, parecia chamá-la; logo começou a diminuir ameaçando afundar. Então, dominado por um desejo incontrolável, Piktor estendeu a mão para a gema que desaparecia, e tomou-a para si. Contemplou encantado a sua luz mágica, que parecia iluminar seu coração com o pressentimento da absoluta felicidade.

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