
Mal a jovem pegou a pedra mágica com sua mão branca, realizou-se o desejo que inundava seu coração. A bela foi arrebatada, tombou e uniu-se à árvore, emergiu do seu tronco como um vigoroso ramo novo, e rapidamente cresceu até o cimo.
Agora estava tudo bem, o mundo estava em ordem, só agora fora encontrado o Paraíso. Piktor já não era uma árvore velha e triste, agora cantava bem alto, Piktoria, Viktoria.
Estava transformado. E porque dessa vez alcançara a metamorfose verdadeira, eterna, porque passara de uma metade ao Todo, a partir dessa hora podia transformar-se o quanto quisesse. O fluido mágico do vir-a-ser circulava continuamente pelo seu sangue, e ele participava eternamente da incessante Criação.
Tornou-se Cervo, tornou-se Peixe, tornou-se Homem e Serpente, Nuvem e Pássaro. Mas em cada forma era um todo, era um par, tinha Lua e Sol, tinha em si Homem e Mulher, e como rios gêmeos correu pelos países e pairou no céu como uma dupla.
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